Women’s Life-Cycle Economy Index

Glossário

O que o WLCE Index mede, como os dados são coletados e como as participantes são protegidas

Esta página reúne os principais termos do Women's Life-Cycle Economy Index: conceitos próprios e termos do Índice e da pesquisa, explicados sem exigir formação especializada. Os quatro termos próprios foram criados em inglês, e seus nomes e definições em inglês são os canônicos. As definições descrevem um programa em desenvolvimento; o estágio de preparação dos documentos é mostrado na página de status e no Registro de Resultados do Índice.

Os quatro termos próprios

O sistema de quatro termos e suas definições foi desenvolvido por Marina Sukhomlinova, Fundadora e presidenta da Womafreesm. Os termos foram criados em inglês: os nomes e as definições em inglês são os canônicos, e cada versão linguística do site coloca sua tradução ao lado do nome em inglês.

Non-take-up (não utilização de direitos) significa que pessoas com direito a um benefício ou serviço social não o recebem; suas causas podem estar na informação, nas condições para solicitar, nos procedimentos administrativos e em outras barreiras. No WLCE Index, o termo Silent Denial descreve a lacuna entre um direito concedido e o que foi de fato recebido, e a análise examina quatro elos: reconhecimento, concessão do direito, capacidade operacional e utilização efetiva.

Equal Consideration

A consideração obrigatória dos parâmetros reais da vida humana quando um sistema é projetado e uma decisão é tomada.

Ponto não considerado (Unconsidered Point)

Um ponto do ciclo de vida de uma mulher em que o sistema não a enxergou ao elaborar a regra. A unidade de observação do WLCE Index.

Déficit de consideração (Consideration Deficit)

O quanto uma regra institucional fica aquém do padrão de referência antes mesmo que alguém tente utilizá-la. A própria regra foi elaborada para menos do que uma vida inteira.

Negação silenciosa (Silent Denial)

O direito existe, a mulher não o recebeu e nenhuma recusa foi emitida. Medida como a distância com sinal entre o que a regra prevê e o que foi recebido, atribuída ao elo em que a perda ocorreu: reconhecimento, concessão do direito, capacidade operacional ou utilização efetiva.

Termos do Índice

Medição pareada

A unidade do Índice: uma comparação entre o que uma regra institucional prevê e o que acontece na vida das mulheres às quais ela se aplica. A própria regra também é comparada a um padrão de referência de consideração plena definido com antecedência. O Índice mede essa comparação, e não as respostas das mulheres ou o texto de uma lei isoladamente.

Indicador institucional

Uma descrição do que uma regra prevê para uma mulher: quais direitos ou oportunidades, para quem, em quais condições e por quanto tempo. Cada indicador informa seu documento, sua fonte e sua data.

Indicador de experiência

O que aconteceu com a mulher que passou pela decisão: se ela conhecia seu direito, se conseguiu exercê-lo, quanto isso lhe custou.

Função da decisão

A ação que um sistema realiza em uma situação de vida específica: concede acesso, aloca um recurso, compensa perdas, protege ou reconhece um direito. É registrada em cada medição pareada, porque um mesmo tema produz falhas diferentes conforme a ação.

Etapa do ciclo de vida

Uma etapa da vida ou uma transição em que o efeito da regra é examinado: gravidez, parto, recuperação, cuidado de filhos e de familiares idosos, pausa na carreira, retorno ao trabalho, perimenopausa e menopausa, velhice, migração. Várias dessas circunstâncias podem coincidir. Uma das três coordenadas de um registro, junto com o sistema e a função da decisão.

Sistema de decisão

Onde a regra atua: mercado de trabalho, saúde, proteção social e previdência, direito, finanças e seguros, IA e sistemas digitais, mercado. A segunda das três coordenadas de um registro.

Ficha de medição

Uma descrição de um indicador específico: o que mede, a que grupo de mulheres se refere, que dados usa e como é calculado. A ficha também traz o padrão de referência e sua fonte, a regra para dados ausentes, a etapa da vida, o sistema e a função da decisão. Um indicador só entra no cálculo quando todos os campos estão preenchidos.

Grupo de cálculo

O grupo de mulheres para o qual um indicador específico é calculado. Sua composição é definida pelas circunstâncias de vida, pela decisão estudada e pelo período de observação. Em um indicador sobre o uso da licença parental, por exemplo, a idade da criança, o período e as condições a que a pergunta se refere são definidos com antecedência.

Padrão de referência

O padrão em relação ao qual se define a consideração plena em uma medição pareada, extraído de um documento internacional que o fundamenta, por exemplo a Convenção 183 da OIT sobre a proteção da maternidade. É fixado antes da coleta de dados.

Matriz

A estrutura que relaciona as etapas da vida das mulheres aos sistemas de decisão e mostra quais regras e resultados são estudados em cada interseção. Os nove subíndices são calculados a partir dela.

Subíndice

Uma medida agregada para uma das nove áreas do WLCE Index, que combina, segundo as regras da metodologia, as medições pareadas dessa área: carga de cuidado, visibilidade da saúde, ciclo de carreira, perda econômica, relevância da idade, classificação incorreta por IA, reconhecimento no mercado, adequação institucional, preparo para a Equal Consideration.

Limites da escala

Os valores que dão sentido à escala: 100 corresponde à consideração plena em relação ao padrão de referência definido, 0 a um ponto cego sistêmico. Dados ausentes são sinalizados à parte. A comparabilidade entre edições também depende do conjunto de indicadores e das regras de cálculo.

Patamar mínimo

Um limiar definido com antecedência para um indicador crítico. Um resultado abaixo dele recebe uma marcação própria ao lado da pontuação geral do país, para que o problema continue visível mesmo quando outras áreas têm pontuação alta.

Mapa de pontos não considerados

O principal produto da primeira edição: em que ponto do ciclo de vida, em que sistema e em que função uma mulher fica fora do cálculo, país por país.

Faixa de posições de um país

A faixa de posições que um país ocupa nas variantes testadas de cálculo do Índice, por exemplo com ponderações diferentes. Mostra o quanto a posição do país depende dessas premissas e é publicada no lugar de uma única posição exata.

Probabilidade de faixa

A proporção das variantes de cálculo testadas em que um país fica dentro de um determinado grupo de países. É uma frequência entre cenários de cálculo, e não uma probabilidade no sentido estatístico estrito.

Pré-registro

O registro do plano de pesquisa e de análise com data fixa antes do início da etapa correspondente, para que se possa verificar quais decisões foram tomadas com antecedência e quais depois de ver os resultados. O protocolo piloto e a fórmula preliminar são fixados antes do piloto; a versão 1 da metodologia, preparada após o piloto, é fixada antes da primeira onda global.

Política de revisão

O procedimento para alterar a metodologia entre edições. Cada alteração recebe um número de versão, uma data e uma explicação pública.

Critérios do piloto

Oito verificações previstas com as quais se avalia se a metodologia está pronta para a primeira onda global. Os critérios e limiares serão publicados antes do início do piloto; os resultados mostrarão o que está pronto e o que precisa de mais trabalho.

Termos da coleta de dados

Alcance

Questionários da pesquisa aberta que passaram pelos controles de qualidade. Ajudam a estudar a diversidade de experiências, situações raras e determinados grupos de participantes. A posição de um país não é determinada a partir deles.

Total do programa

Os 2.000.000 de questionários previstos que passaram pelos controles de qualidade, em todas as vias de coleta: a pesquisa aberta, as amostras aleatórias e as ondas repetidas. O número de mulheres que responderam é contado e publicado separadamente, já que uma mesma mulher pode responder em várias ondas.

Estimativa do país

O resultado do WLCE Index para um país, calculado a partir de indicadores institucionais e de dados sobre a experiência das mulheres. A parte de pesquisa usada para comparar países se baseia na amostra aleatória desse país. A metodologia define as condições para incluir um país na comparação.

Amostra probabilística do país

Uma amostra de um grupo definido de mulheres de um país, na qual as participantes são selecionadas aleatoriamente com probabilidades de inclusão conhecidas e diferentes de zero. A seleção segue o esquema do programa, independentemente dos convites abertos; uma organização parceira também pode realizar suas entrevistas conforme o protocolo da amostra.

Pesquisa aberta

Uma pesquisa da qual mulheres de 18 anos ou mais participam por decisão própria, dentro das condições da pesquisa. As probabilidades de inclusão nela são desconhecidas. Seus resultados ajudam a estudar a experiência das participantes e a identificar situações para pesquisas futuras; a parte de pesquisa da estimativa de um país se baseia na amostra aleatória, por maior que seja a pesquisa aberta.

Probabilidade de inclusão

A chance de ser selecionada para uma amostra segundo um procedimento de seleção definido. Em uma amostra aleatória, pode ser determinada a partir das regras de seleção; em uma pesquisa aberta, é desconhecida.

Tamanho efetivo da amostra

O tamanho de uma amostra aleatória simples que daria, para um indicador específico, a mesma precisão que a amostra real com seu método de seleção e suas ponderações. Publicado para cada país.

Efeito do desenho

Quantas vezes o método de seleção e a ponderação alteram a variância de uma estimativa em comparação com uma amostra aleatória simples do mesmo tamanho. Um valor acima de 1 significa menos precisão; abaixo de 1, mais.

Ponderação

Um ajuste estatístico do quanto as respostas contribuem para o resultado geral, levando em conta as probabilidades de seleção e a composição da amostra. As respostas em si não mudam. A ponderação ajuda a levar em conta as diferenças na representação dos grupos, mas não garante que todo viés seja eliminado.

Questionário aprovado no controle de qualidade

O questionário de uma participante com 18 anos ou mais que deu seu consentimento e chegou ao fim do questionário principal, e que foi aprovado nas verificações de qualidade, incluindo as verificações de duplicidade, bots e fraude. Pular perguntas isoladas não o torna inutilizável.

Recusa do módulo sensível

A decisão de uma participante de não responder ao bloco de perguntas sensíveis. Ela é registrada separadamente como decisão da participante e, por si só, não torna inutilizáveis as demais respostas; a ausência desses dados é levada em conta na análise.

Coleta offline

A coleta de respostas sem que a mulher preencha ela mesma um questionário on-line, por exemplo em uma entrevista presencial por meio de organizações parceiras, associações de mulheres, clínicas e espaços locais. Para cada coleta desse tipo, informa-se separadamente como as participantes foram selecionadas.

Base de amostragem

Uma lista, um cadastro ou um conjunto de territórios a partir do qual é feita a seleção aleatória. Para cada base, informa-se quais grupos ela abrange e quais deixa de fora. A lista de membros de uma organização parceira pode ser uma base para seus membros, mas não para as mulheres de um país.

Versão nacional

Um questionário em um idioma, para um país e uma forma de realizar a pesquisa, testado separadamente. A unidade do trabalho de tradução.

Teste cognitivo

A verificação, com mulheres do país, de que uma pergunta é entendida como pretendido, antes de ser utilizada.

Termos de ética e proteção de dados

Consentimento em camadas

A participante decide separadamente se responde ao questionário principal, se responde às perguntas sensíveis e se autoriza um novo contato e usos adicionais dos dados. A forma como essas decisões dependem umas das outras é explicada com antecedência; recusar as opções adicionais não impede, por si só, a participação no questionário principal.

Módulo sensível

Um bloco separado de perguntas sobre violência, experiências ao buscar atendimento médico, controle sobre o dinheiro, assédio e ameaças à segurança. Tem consentimento próprio, classe de dados própria e regras de acesso especiais.

Mapa verificado de serviços de apoio

Uma lista dos serviços de apoio de um país com contatos, condições de acesso e a data da última verificação. Ter um mapa atualizado é condição para sequer perguntar sobre violência.

Protocolo para situações de sofrimento

Instruções escritas para quando a participação causa sofrimento intenso ou surge uma ameaça à segurança: como pausar ou encerrar a pesquisa, oferecer informações sobre apoio e agir dentro das competências da equipe.

Chave de vinculação

A informação que permite relacionar o código de uma participante à sua identidade ou aos seus dados de contato. O programa prevê guardá-la separadamente e limitar o acesso a ela: a chave só pode ser aplicada por duas pessoas em conjunto.

Dados pseudonimizados

Dados nos quais os identificadores diretos, como nomes e dados de contato, são substituídos por códigos, enquanto as informações necessárias para estabelecer a identidade são guardadas separadamente. Na pesquisa, esses registros são tratados como dados pessoais.

Dados anônimos

Dados a partir dos quais não é possível identificar uma pessoa pelos meios razoavelmente disponíveis nas circunstâncias, inclusive por cruzamento com outras informações. Remover um nome ou a chave de vinculação não basta, por si só, para considerar os dados anônimos.

Ambiente seguro de pesquisa

Um sistema de acesso restrito no qual pesquisadores autorizados analisam os dados das participantes. Os registros permanecem dentro dele, e os resultados que saem são verificados quanto ao risco de revelar informações pessoais.

Comitê de Acesso aos Dados

O órgão previsto pelo programa que analisa os pedidos de acesso aos dados individuais das participantes segundo regras iguais para todos.

Acordo de uso de dados

O contrato que o pesquisador assina: nenhuma reidentificação, nenhuma vinculação não aprovada, nenhum download local, verificação dos resultados antes da liberação.

Controle estatístico de divulgação

Uma verificação dos resultados agregados antes da publicação quanto ao risco de revelar a identidade de uma participante ou informações sobre ela. Leva em conta grupos pequenos e a possibilidade de cruzar várias tabelas; quando necessário, os resultados são agrupados em grupos maiores ou valores específicos deixam de ser publicados.

Avaliação de impacto sobre a proteção de dados

Uma avaliação, feita com antecedência, dos riscos que a coleta e o uso dos dados geram para as pessoas, da gravidade desses riscos e das medidas necessárias para reduzi-los.